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Espaço do Leitor: O cenário político de Catu

Por: Rafael Rosa 
Refletindo rapidamente sobre a situação histórica do nosso município percebemos que este contou com quatro representantes durante o período pós-redemocratização do país, cujo objetivo foi apenas a legitimação e a perpetuação do poder, tratando a população sem o mínimo decoro.
Olhar um pouco para trás e ver que o município caminhou a passos lentíssimos machuca nossa estima por essa terra, todavia não é por isso que deixamos de pensar formas de combater a representação simbólica pela qual o sistema político de Catu, mas não só ele passa. Igualmente, pensar Catu é pensar uma interlocução entre o interior da Bahia, pois, não obstante o excelso potencial econômico relacionado à produção de petróleo, o município está estagnado em vários setores, entre eles: cultural, social, educacional, segurança e vários que poderiam ser citados aqui. Nesse sentido, os municípios do interior da Bahia, tendo ou não, o mesmo potencial econômico de Catu, bebem do mesmo problema, ou seja, práticas clientelísticas. Práticas estas que, tecnicamente seriam combatidas pela burocratização do poder público e com a implantação da república em 1889. A relação clientelística seria, pois, grosso modo, a troca de favores a nível pessoal, estabelecendo entre uma pessoa e o um representante do poder público. Em resumo é a famosa compra de votos.
Enfim, mas não encerrando nada, considero haver uma praga nos princípios e na atuação democrática de nosso país: os políticos de carreira.
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