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Ex-prefeita Gilcina Lago de Carvalho comenta o crescimento do IDH de Catu

Catu é a 18ª melhor cidade para se viver na Bahia, aponta o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano
Foto: Mateus Pereira/Flickr

Por: Romisson Silva

Recentemente foi divulgado o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que apontou Catu na 18ª posição entre os 417 municípios baianos. O IDH é um indicador da Organização das Nações Unidas (ONU), que leva em conta os dados do Censo do IBGE.

O IDH 2013 considerou os dados do período do ano 2000 até 2010, quando foi realizado o último Censo, e revelou um verdadeiro salto nos índices de Catu, que saiu de "baixo desenvolvimento humano" para "médio desenvolvimento humano", indo de 0,536 para 0,677, um crescimento de cerca de 26% neste período.

Grande parte da análise dos indicadores que calcularam o IDH de Catu tem como base o período que corresponde as duas gestões da ex-prefeita, Gilcina Lago de Carvalho (PR), que governou a cidade entre os anos de 2005 a 2012.

Ex-prefeita de Catu, Gilcina Lago de Carvalho,
 comemora avanço do IDH em sua gestão
Gilcina Carvalho falou ao Expresso sobre o bom resultado obtido por Catu no IDH e comemorou por maior parte do período analisado ter se dado durante a sua gestão:

"Recebi essa notícia com muita satisfação. O resultado do IDH, um índice sério aplicado pela ONU, uma instituição internacional, reflete os avanços que Catu teve durante a minha gestão. Este é o reconhecimento que mesmo enfrentando diversos problemas, conseguimos superá-los e fazer uma boa administração, mais do que merecida, para o povo catuense".

O resultado apresentado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que coloca Catu como a 18ª melhor cidade para se viver na Bahia, merece uma análise mais detalhada para que se possa observar o que levou a este avanço, ressaltou Gilcina.

Catu iniciou 2005 enfrentando muitas dificuldades em várias áreas, como relatou Gilcina Carvalho em entrevista ao Expresso no início do ano:

"Quando assumi a administração de Catu, em 2005, a cidade estava completamente sucateada, coberta de lixo. A gestão anterior deixou de recolher o lixo da cidade por vários meses, como também deixou três meses de salários dos funcionários sem pagar, inúmeras dívidas e outros problemas sérios. Inadimplência em todos os órgãos federais e municipais, o que dificultou, no início do governo, a celebração de convênios, e deixamos de conseguir recursos externos. A cidade completamente destruída".

Segundo a ex-prefeita, a ampliação da arrecadação foi fundamental para ampliar os investimentos em áreas como educação e saúde. A gestora afirmou, no começo do ano, que assumiu o governo catuense com uma arrecadação tributária (de responsabilidade do município) de aproximadamente R$ 4,6 milhões e ao final do seu mandato, em 2012, as receitas alcançaram R$ 15 milhões. Entre as principais medidas adotadas pela gestão Gilcina Carvalho que permitiram aumento na arrecadação destacaram-se a reestruturação do Setor de Tributos com a implantação da nota fiscal eletrônica e Assessorias Jurídicas e Contábil e com a revisão do IPTU; pedido ao IBGE para recontagem da população sendo possível assim a inclusão da cidade na lista dos municípios com mais de 51 mil habitantes, elevando assim o repasse do FPM de 2.0 para 2.2; negociação das dívidas das administrações anteriores e pagamento de contas e salários atrasados dos servidores, além de manter os pagamentos em dia, o que injeta dinheiro na economia e reflete também na arrecadação.

Durante a gestão da ex-prefeita, Catu também conseguiu grandes investimentos e aportes de recursos do Governo Federal e Estadual, dos quais faz parte da base aliada, como o programa "Minha Casa, Minha Vida", a Farmácia Popular, o Complexo de Saúde da Chesf, a concessão para o município dos prédios do Colégio Inocêncio e da Rodoviária, além de grandes avanços nas disputas pelas terras com Pojuca.

Essa organização administrativa e financeira da cidade refletiu nos índices ao impulsionar a renda e a economia do município, o que teria permitido aos cidadãos maior facilidade de acesso a bens e serviços, melhorando a qualidade de vida e, por consequência, a longevidade, um dos indicadores de IDH, que em Catu passou de 65,7 anos em 2000 para 73,8 anos, em 2010.

A ex-prefeita Gilcina Carvalho se mostrou bastante orgulhosa ao constatar que a Educação obteve um grande salto nos últimos anos, crescendo 48,2%. Tal feito pode ser atribuído ao aumento do investimento na área.