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Crise do petróleo na região foi o principal ponto debatido na audiência pública sobre Geração de Emprego e Renda

Para o economista Magnum Seixas (dir.) município precisa elaborar um plano de desenvolvimento focado
em diminuir a dependência do petróleo. O sindicalista Radiovaldo Costa (esq.) ressaltou a necessidade de
qualificar a mão de obra apesar das dificuldades no setor. Foto: Expresso Catuese


Por: Romisson Silva
A crise do petróleo que se estende na região e seus impactos sobre o mercado de trabalho ganhou destaque nos debates da Audiência Pública sobre Geração de Emprego e Renda, na Câmara de Vereadores nesta última terça (30). A audiência contou com os palestrantes Radiovaldo Costa, Diretor do Sindicato dos Petroleiros e Vereador de Alagoinhas, do Economista e Comunicador do Expresso Catuense, Magnum Seixas, e do Padre João da Paróquia Sant'Ana de Catu. Também estiveram presentes no evento, o prefeito Gera Requião; o vice-prefeito Pastor Daniel; o secretário de Finanças, Gibson Araújo; o secretário de Infraestrutura, José Seles; o secretário de Agricultura, Eraldo Santana; entre outras autoridades locais.

Sindicalista acredita qualificação dos trabalhadores pode ser útil
para aproveitar oportunidades de empregos na região.
O sindicalista, Radiovaldo Costa, fez um apanhado do cenário do mercado de trabalho na região e em especial focando a situação da indústria do petróleo e os desafios para as regiões produtoras. Para o sindicalista, mesmo com todas as dificuldades existentes no segmento é preciso o município investir na qualificação da mão de obra, tanto para atender as necessidades das empresas locais como para que os trabalhadores catuenses possam buscar oportunidades em outros municípios que estão conseguindo atrair investimentos. Apontou ainda para a necessidade de buscar empresas de outros setores para o município.

Catu precisa diversificar sua base produtiva e diminuir
a dependência do petróleo, afirma economista.
Magnum Seixas apresentou informações da situação do mercado de trabalho em Catu. De acordo com o economista, a taxa de desemprego no município alcançou 17,5% e a informalidade cerca de 30% dos trabalhadores ocupados. Diante das dificuldades apresentadas pela indústria do petróleo e sua importância na geração de emprego em Catu, respondendo diretamente por 1 a cada 3 empregos do município, propôs o fortalecimento dos municípios produtores através de uma associação. Magnum Seixas alertou que o processo de retirada paulatina da Petrobras da região é irreversível e os municípios devem está atentos e participar do processo de inserção de novas empresas em substituição a Petrobras na produção da região, apontando os modelos recentemente utilizados. A ênfase maior do município, segundo o economista, deve ser dada a elaboração de um plano de desenvolvimento econômico que busque a diversificação produtiva, diminuindo a dependência da indústria do petróleo, ressaltando a emergência de se criar este planejamento em função das transformações recentes que atravessam as atividades petrolíferas.

Prefeito acredita que Petrobras continuará com
importante parceria com o município.
O prefeito Gera Requião se mostrou preocupado com a situação, afirmando que nos últimos dia foi um pouco mais tranquilizado pela reunião que participou com o Diretor da Petrobras na Bahia. Segundo o prefeito, a Petrobras ainda mantém a posição de realizar alguns investimentos na região. Por outro lado, Gera apontou as medidas que o governo vem buscando para proporcionar avanços na geração de emprego e renda apesar de todas as dificuldades encontradas, como ausência de infraestrutura e áreas para atrair empresas.