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Sem alternativas de curto prazo, SAAE pede a população para economizar água



Nos últimos dias o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Catu (SAAE) iniciou a divulgação de uma peça publicitária onde pede a população para reduzir o consumo e evitar o desperdício de água.

A campanha que está sendo veiculada há alguns dias em meios de comunicação do município poderia passar despercebida na sua real motivação ao se coincidir com o Dia Mundial da Água que será comemorado nesta sexta (22).

Uma causa nobre se não fosse conhecido os reais motivos.

A busca pela redução do consumo tem outro objetivo que vai além da conscientização para o uso racional da água. 

A autarquia não tem alternativas para sanar os problemas de abastecimento no curto prazo ou as existentes parecem ter alcançado seus limites. 

Diversos bairros continuam sofrendo com o abastecimento irregular, especialmente nos últimos meses que são os mais críticos, em função da queda no nível dos reservatórios.

Proposital ou não pela autarquia, e com muitas pessoas nem se darem conta, diversos bairros catuenses enfrentaram racionamento de água. 

No começo do ano, sobretudo, era quase certo em alguns bairros faltar água no início da noite. Com a ampliação do uso de reservatórios nas residências ficou mais difícil identificar em quais horários ocorria a interrupção do serviço – as pessoas só percebiam que faltou água quando o reservatório esvaziava.

Bom, me lembro bem de ter passado uma semana inteira comprando garrafões de água mineral para poder tomar banho a noite.

Depois de um começo de ano extremamente conturbado, com inúmeros bairros passado diversos dias sem água, nenhuma medida mais contundente para solucionar o problema foi tomada, apenas paliativas, que ajudaram a reduzir um pouco o desgaste da instituição. Ainda assim as críticas não param de chegar sobre os serviços do SAAE.

Nos próximos meses existe uma tendência de diminuir a pressão sobre o sistema de abastecimento. Mas adverte-se que sem medidas que ampliem a eficiência do sistema passaremos os mesmos problemas no início de 2014. 

A cada ano que passa o período de estiagem torna a situação mais dramática, não por conta da estiagem em si, que quase sempre tem a mesma intensidade, mas por falta de investimentos.