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Catu: sem resposta da prefeita, professores podem paralisar atividades na rede municipal

Assembléia lotada de professores no dia 6 de junho.
Passado quase uma semana do prazo dado pelos professores da rede municipal de ensino para a prefeitura avaliar a proposta colocada em discussão no dia 15 de junho pelos professores, nenhuma resposta foi encaminhada pela prefeita e os professores ameaçam paralisar as atividades na rede municipal de Catu. De acordo com representantes em Catu do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado da Bahia (APLB), no início da semana que vêm será encaminhado ofício a prefeita solicitando resposta a proposta dos professores, caso não seja resolvido o impasse a categoria deflagrara paralisação das atividades. Para a APLB a resolução do impasse depende da prefeitura que não tem cumprido o acordo firmado no início do ano.

Em assembleia no dia 6 de junho, os professores elaboraram uma pauta com 10 reivindicações que inclui valorização salarial e melhores condições de trabalho. Um dos pontos mais importantes colocados pela categoria foi a distorção da tabela de pagamento que foi aprovada pela Câmara Municipal. De acordo com a categoria a tabela de pagamentos negligencia os avanços vertical e horizontal previstos no Estatuto do Magistério Vigente no município. Tem ocorrido então, que não há diferenciação na base salarial dos professores com diferentes níveis de formação e qualificação.

No início de março professores da rede municipal fizeram
uma grande paralisação com atos e protestos.
Na reunião de negociação dos professores do dia 15 de junho, que contou com a presença da prefeita Gilcina Carvalho, do assessor contábil Lecivaldo Dias e da Secretária de Educação Maria Joanil foram colocados os seguintes pontos para avaliação: 1-Revisão do Plano de Cargos e Salários; 2-Vale transporte e refeição para servidores com quarenta horas semanais; 3-Contrato de auxiliar de disciplina; 4.Pagamento de difícil acesso; 5-Liberação dos servidores para ocupação dos cargos para a APLB; 6-Encaminhamento do Plano de Cargos e Salários para a Câmara Municipal para adequação dos avanços horizontal e vertical; 7-Encaminhamento do Estatuto do Magistério para a Câmara de Vereadores; 8-O valor dos vencimentos, repasse do FUNDEB para 2012 de 22%.

Segundo a APLB, “As reivindicações acima foram discutidas e deliberadas pela Prefeita no sentido de serem avaliadas pelo Jurídico da Prefeitura Municipal de Catu. Desta forma, ficou acordado que no prazo de 15 dias a Prefeita Gilcina Carvalho iria marcar uma nova reunião, onde apresentaria resoluções que decidiremos, em Assembléia Geral, se iremos acatar ou deflagraremos uma paralisação”.

Insatisfeitos, após os debates na assembleia do dia 6 de junho, a categoria já havia sinalizado e reconheceu a necessidade de uma paralisação caso não haja abertura por parte da prefeita Gilcina Carvalho para diálogo.

Por: Magnum Seixas