Feirantes reclamam da precariedade no Centro de Abastecimento e lamentam “É chamada de feira do Caçuá”

Alimentos são vendidos no chão por falta de barracas.
A precariedade do Centro de Abastecimento, um importante espaço de comércio do município, tem sido alvo de reclamações e denúncias por parte dos feirantes. Um dos fatos que têm tido destaque nas reclamações é a venda de alimentos no chão pelos feirantes por falta de estrutura do local. A presidente da associação que representa os feirantes, Marineuza Oliveira, já havia publicado na rede social Facebook o descaso com os comerciantes locais. Na tarde desta segunda o Expresso esteve conversando com a presidente da Associação. “É chamada de ‘Feira do Caçuá’, as pessoas trabalhando no chão. Elas vendem no chão, o que é inadmissível. Trás um produto sexta-feira de qualidade da roça, joga e vende no chão e acaba perdendo a qualidade [...] é um descaso público. Já chamei a atenção diversas vezes a administração para tomar uma providência, porque é uma questão de saúde pública. É preciso fazer as barracas de hortifrutigranjeiros, que já foram solicitadas”, destacou Marineuza Oliveira.

Situação compromete a qualidade dos produtos, afirma comerciante.
Ainda no dia 23 de outubro do ano passado, uma publicação de Marineuza no Facebook expôs todo o drama dos comerciantes. “Os hortifrutigranjeiros que estão comercializando os produtos, que alimentam a comunidade catuense, em barracas com os lastros completamente destruídos. Ai vem a pergunta se os donos das barracas não podem fazer os lastros? Não. Porque as barracas são da prefeitura [...] tem produtor rural vendendo seus produtos no chão”

Contudo, os problemas no Centro de Abastecimento vão mais além. Andando pelo local a câmera do Expresso flagrou diversas situações comprometedoras e que revelam a precariedade da estrutura que fornece alimentos para milhares de catuenses.
Apesar do município de Catu ter assinado um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público para regularizar a situação da venda de carnes, encontramos, em plena segunda-feira, o corte e preparo de carne em uma das sessões da unidade em situação precária, sobre uma madeira, completamente exposta e o açougueiro sem qualquer material sanitário e de proteção. Restos de carnes também foram encontrados em local inapropriado.
Muito lixo espalhado pelas adjacências do Centro de Abastecimento, banheiros completamente destruídos e sujos e estruturas de proteção, como portões e grades, comprometidas – a realidade cruel dos feirantes que comercializam boa parte dos alimentos que vão à mesa dos catuenses.





