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Política do Pão e do Voto


Não é de surpreender o caminhão de cestas básicas, diante da atual guerra gerada pelas eleições em Catu. Demissões, pressões e coações são atitudes corriqueiras, mas não aceitáveis.
O boicote à democracia e à liberdade de expressão estão aí, à mostra. E mais, denunciando um jeito de fazer política nada original e muito menos convincente. Tudo bem, não precisa reinventar a roda, mas sim ser leal ao que a política representa para nós, cidadãos.
Lendo o Editorial do Jornal A TARDE do dia 27/09/2012 , tá lá o título: "Censura Esboçada" nada mais coerente com o q vivemos nestes tempos de eleições.... Vejam o último parágrafo:
 "Proibir com veemência, sem debate objetivo, só para divergir e dissentir, é um risco. ( Monteiro) Lobato ressaltou a necessidade de compreender e aceitar a pluralidade da vida; para Rui Barbosa, a liberdade de opinar, por ser a mais necessária, deve representar todas as outras."
Isso é um reflexo do que algumas cidades estão vivenciando: ataques ao livre-arbítrio e à capacidade de julgamento das pessoas. Resultado de gestores públicos que tomem “posse” das cidades, e dos cidadãos, triste daqueles que se deixam enganar ou vender.
Alimentos, eletrodomésticos, dentaduras, dinheiro, e sei mais lá o quanto transite neste escambo, tudo isso condensa a concepção de governo, de poder e de participação popular numa eleição.
 “Nos regimes democráticos, a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância.” Sendo assim, nosso governo será o fruto de nossa interação social.
Dizendo isso, estou apenas querendo que todos nós paremos para pensar e abolir práticas que tiram de nós a dignidade, para sermos livres nas decisões e opiniões. E para me referendar, andei surfando no site do Ministério Público Federal, e olha o que se encontra lá:
“É proibido Doar, oferecer, prometer ou entregar qualquer bem ou vantagem pessoal, inclusive emprego ou função pública, com o objetivo de conseguir voto.”
Também é proibido:
“Fazer pronunciamento em cadeia de rádio e televisão fora do horário eleitoral gratuito, salvo em situações de emergência ou específicas de governo, com autorização da Justiça Eleitoral.”
Portanto, utilizar a rádio local para campanha política é crime, gente, fiquem atentos!
Se quisermos mudanças, é preciso nosso investimento, de tempo, de atuação, de pesquisa. Escolher um candidato pelo mínimo que ele faça ou pretenda fazer, conhecer suas propostas, comparar, discutir, convergir, divergir para enfim decidir. Não será distribuindo vantagens pessoais e/ou privilégios momentâneos que o candidato ganhará uma eleição. Pelo menos, eu espero que não. Nunca me envolvi em política, mas agora quero fazer a minha parte pela cidade, e é assim, através destas linhas, que espero não convencer, mas convidar à reflexão. Boa sorte a todos nós nas nossas escolhas. E não vamos nos esquecer do que Aristóteles nos disse: “ O Homem é um animal político.”