A inserção da mulher como operadora de sondas de petróleo na cidade de Catu foi tema de estudo
![]() |
| Imagem ilustrativa |
A ampliação da mulher no quadro profissional da área de
petróleo nos últimos anos tem chamado a atenção, apesar das barreiras ainda
persistentes. O município de Catu abriga diversas empresas do segmento de
produção e prestação de serviços a indústria do petróleo. Nos últimos anos
observa-se uma maior penetração de mulheres nos quadros de funcionários das empresas
locais. Este cenário foi tema de estudo da estudante Deise Alves de Carvalho do
Colégio Estadual Maria Isabel de Melo Góes. O estudo que contou com a
orientação do professor Apoena Julio da Silva , buscou compreender a inserção
da mulher como operadora de sondas de petróleo no município de Catu a partir de
coleta de informações primárias e secundárias das trabalhadoras da empresa
PERBRAS. O estudo foi apresentado na Feira dos Municípios e Mostra de Iniciação
Científica (FEMMIC) e teve seu resumo divulgado na revista Ciência Jovem,
publicada em dezembro de 2011, pelo IFBaiano-Catu. Uma revista muito
interessante por sinal, que comporta estudos interessantes produzidos por
estudantes da região, inclusive com boas pesquisas realizadas por estudantes
catuenses.
O Expresso Catuense vai divulgar ao longo do mês algumas
pesquisas relacionadas ao município de Catu que foram publicados na revista
Ciência Jovem.
Veja abaixo o resumo do estudo intitulado: “A inserção
da mulher como operadora de sondas de petróleo na empresa PERBRAS, na cidade de
Catu/Ba”.
Com as guerras mundiais na primeira metade do século XIX, os homens foram para as frentes de batalha enquanto as mulheres passaram a substituí-los na manutenção da família e assumiram os postos de trabalho nas fábricas.
Esta pesquisa trata da inserção da mulher no mercado de trabalho em um ramo predominantemente masculino: a exploração do petróleo. O projeto analisa a inserção das mulheres como operadoras de sondas de petróleo na empresa PERBRAS na cidade de Catu (Bahia). Pioneira, na região na absorção feminina para este tipo de trabalho, a empresa conta, no seu quadro de colaboradores, com duas mulheres desempenhando esta função.
Esta pesquisa tem como objetivo discutir a problemática da igualdade de direitos entre homens e mulheres no mundo do petróleo, bem como compreender os impactos decorrentes da presença destas, com suas dificuldades e barreiras encontradas.
A trajetória metodológica dessa pesquisa contemplou os seguintes passos: 1- Revisão da literatura pertinente; 2- Construção de questionários e aplicação dos mesmos com as duas colaboradoras da empresa PERBRAS que exercem a função de operadoras de sondas de petróleo e com colegas de trabalho das mesmas; 3- Análise e interpretação das entrevistas à luz de bibliografia relevante; Escrita do resumo expandido.
Segundo Perreli e Toneli “nos dias atuais algumas políticas vem sendo adotadas com a meta de corrigir antigas e novas discriminações, entre pares no mundo do trabalho, nos discursos obtidos mulheres e homens traçam reflexões similares em relação à participação em tarefas tradicionalmente masculinas e relatam a igualdade de desempenho”. Ao serem abordados a respeito das facilidades e dificuldades no desempenho de suas tarefas, os entrevistados explicitaram uma diversidade de opiniões. As duas mulheres que exercem o cargo atribuem inicialmente as facilidades em desempenhar suas tarefas à participação no curso preparatório e aos treinamentos oferecidos pela empresa. As dificuldades mencionadas pelos colegas de trabalho foram: comunicação, esforço físico e entrosamento entre os componentes da equipe. Para as mulheres, a inexperiência no trabalho, o preconceito e discriminação são as maiores dificuldades.
As mulheres então, progressivamente, começam a superar as diversas representações pejorativas acerca do feminino e ocupam cada vez mais papel de preponderante importância no mundo do trabalho (Amaral, 1999). O projeto sinaliza para os entraves encontrados pelas mulheres para se inserirem no mercado de trabalho no ramo do petróleo. Este setor amplamente dominado pelos homens tem até os dias atuais características machistas, pois evidencia a força física. Com o avanço tecnológico e com as mulheres chefiando cada vez mais as famílias, estas passam também a se inserir neste tipo de trabalho, porém, é importante ressaltar que a inserção da mulher neste mundo vem sendo acompanhada, ao longo desses anos, por elevado grau de discriminação. As dificuldades encontradas por Jéssica e Ana Paula, pioneiras como operadoras de sonda de petróleo foram inúmeras, mas, vale aqui ressaltar a perseverança, a luta e o apoio encontrados pelas mesmas na família, na empresa e com alguns colegas de trabalho. Ana Paula afirma que as mulheres são iguais pois, pela dureza do trabalho vários homens já desistiram e elas resistiram e continuam a enfrentar a rotina das doze horas de trabalho em igualdade de condições com os demais componentes da equipe de trabalho.
Autor: Deise Alves de CarvalhoOrientador: Apoena Júlio da SilvaColégio Maria Isabel de Melo Góes
Por: Magnum Seixas




