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ESPAÇO DO LEITOR: Catu contra a miséria


Texto enviado pelo leitor Everton Avelino.*

O governo federal se levanta contra a pobreza extrema do país e se defronta com um montante superior a 16 milhões de brasileiros miseráveis. São pessoas que (sobre)vivem com uma faixa de renda entre R$ 1 a 70 por mês. Desta assustadora quantia, 10(dez) milhões se viram com apenas R$39 mensais. A cara da fome no Brasil é mais expressiva na Bahia, pois dos estados nacionais, ele lidera o vergonhoso ranque com mais de 2,4 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema. O governo estadual tenta refutar tal colocação descrendo dos métodos do IBGE para o censo 2010, sob a justificativa de que por aqui, nos últimos anos, houve uma ampliação do número de famílias atendidas pelo Bolsa-Família, chegando o estado a ser o primeiro do país com cerca de 1,7 milhões de famílias.

Sob o slogan “Só há país rico, sem pobreza”, através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a presidenta tenta erradicar a miséria nos quatro anos vindouros e aposta no programa “Brasil sem Miséria”. O programa se apóia em três eixos e tenta ampliar o número de participantes no Bolsa-Família, além da inclusão social através, principalmente, do setor produtivo (a chamada ‘inclusão produtiva’), e terá nos CRAS municipais um centro coordenador das ações.

Em Catu, segundo matéria veiculada no próprio Expresso, até 2010 pelo menos, o Bolsa-Família beneficiou cerca de 5.172 famílias. No Cadastro Único, o número para a cidade salta para 8.532, menos as famílias atendidas e teremos aí um belo montante de fora e desassistido. Porém a guerra agora é contra a pobreza extremada, que embora da ausência de dados especificados no município, certamente ela impera.  O Estado quer ir onde a pobreza está, por isso os municípios assumem papéis crucias nesta batalha. Luiz Caetano, presidente da UPB (União das Prefeituras da Bahia), por exemplo, chama atenção para o posicionamento que cada um assumirá daqui em diante: “não existe combate à miséria sem o fortalecimento dos municípios. Por isso é importante a distribuição dos royalties do Pré-Sal com base no IDH, a distribuição mais justa do FPM e o fortalecimento das políticas sociais municipais”.

Os anos virão e em Catu, se nada for feito, a fome aumentará e isso é absurdo. Num país em que de cada 10 (dez) brasileiros 1 (um) é miserável, Catu deverá assumir a sua tarefa de extinguir do seu solo este mal que avassala o homem desde que descemos das árvores. Catu contra a Miséria!         

*Os materiais publicados neste espaço não refletem necessariamente as idéias e opiniões do Expresso Catuense.