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Tim!Tim! A tua corte agradece

Não teve cabernet sauvignon nem bacalhau norueguês, mas São Jorge e corvina, quem sabe uma sardinha regada a canções para fazer a festa da corte. Sem cenários pitorescos, nem cultos medievais. Houve sim, em meio a rituais sacro-pagões, a caridade, a moralidade, a subserviência e a proteção patriarcal, a necessidade clientelista de garantir a base numa contemporaneidade familiar  a qualquer feudo. Não sejamos inflexiveis, pois que altruísmo repartir o miséro salário advindo de trabalho imensurável com seus servos, não é? Talvez não, para alguns outras fontes são mais honrosas, agindo-os assim como um original Robin Hood brasileiro, tirando do povo para o povo, mas numa soma que nunca é igual a zero.
Sairam de cena os senhores feudais e os coroneis, agora são os Big Boss, as estrelas dos miseráveis que “ao seu fã-clube fiel dá autográfos em talões de cheques”, como diria o tal Agenor Aráujo Neto - vulgo Cazuza. E o autógrafo se guarda por anos e se acumula a cada nova turnê, quando novamente acontece: “ Só festa ‘relax’ e boca livre na certa”. Os detalhes destas festas o grande público já conhece, basta saber se vai ou continuará a participar.
Por: Magnum Seixas