Receita Indigesta
Até a manhã de hoje buscava insistentemente algo sobre a cultura local, de Catu, para descrever nestas linhas. Porém, encontrei o largo vazio.
No coreto ninguém estava, na praça a fanfarra já não tocava, o Bumba Meu Boi nunca mais ninguém viu.
Pensei então em me estender sobre a desvalorização da cultura que tomou conta da cidade nos últimos anos. Como estou em clima de estréia não quero me ater a este tema que precisa mais do que algumas linhas para ser esclarecido.
Foi quando, na minha rotina de todo santo dia, navegando por sites de notícias, cultura em geral e redes sociais fui parar no Blog do Planalto. Lá, vi um post intitulado “Cultura é parte do projeto de desenvolvimento do País”. Fiquei encantado só com o título e fiz como a maioria: me ative apenas a ele e a um trecho em destaque:
“Cultura é um direito, é uma necessidade básica, um direito básico, e o Estado tem obrigação de disponibilizar os meios para que todos os brasileiros tenham acesso à cultura, e fazer da cultura uma grande economia”
Acho que vou marcar um encontro com a administração desta cidade para indicar que faça a leitura deste post. Talvez assim descubram a importância de não só oferecer o pão à população. Pão este que também está em falta, mas em outro momento falaremos disso.
Também não posso exagerar. Catu tem cultura. Sim. Para os mais empolgados com a situação atual da cidade podemos dizer que a cultura local é justamente se desfazer da sua história. O barato aqui é não inovar, é desfazer. A receita é simples, porém indigesta. Se pega toda a identidade de um povo e faz o mesmo que foi feito com a Igreja Matriz. Moderniza. Pinta o passado com as cores da moda.
Também não posso exagerar. Catu tem cultura. Sim. Para os mais empolgados com a situação atual da cidade podemos dizer que a cultura local é justamente se desfazer da sua história. O barato aqui é não inovar, é desfazer. A receita é simples, porém indigesta. Se pega toda a identidade de um povo e faz o mesmo que foi feito com a Igreja Matriz. Moderniza. Pinta o passado com as cores da moda.
Uma cidade que enterra os seus movimentos culturais, que não fomenta a capacidade criativa está perdida em seus próprios objetivos. Não há modernidade sem olhar para o passado.
Por: Romisson Silva



