Operários ameaçam greve a partir da próxima segunda se não houver acordo

Paralisação começou na quarta (26).
Esta quinta-feira (27) foi marcada por mais um dia de paralisação dos trabalhadores da empresa 2MS, responsável pela construção de 436 casas de um dos condomínios do programa federal Minha Casa Minha Vida em Catu. A paralisação teve início ontem (Veja reportagem), quando centenas de trabalhadores da empresa fecharam o canteiro de obras e realizaram protestos pelas ruas da cidade e no sindicato da categoria (SINDTICCC) no bairro do Pioneiro. Os trabalhadores cobram o reajuste salarial e melhorias nas instalações de trabalho.

Sindicalista agradeceu o apoio aos trabalhadores dado pelos vereadores Bibi e Nil prefeitura, durante a ausência do sindicato.
A paralisação desta quinta contou com a participação do sindicato, que foi alvo de protesto ontem. O presidente do sindicato, Bira, esteve presente nas negociações com as empresas 2MS e Concreta, esta segunda que é responsável pela construção de 556 casas de outro condomínio. Na reunião ficou definido que os trabalhadores retornariam para suas casas e voltariam a trabalhar amanhã, quando terá uma nova rodada de negociação. Sobre a ausência do sindicato na quinta Bira respondeu, “Aqui tinha problemas sérios. A gente sentou com a empresa. Disse a empresa que vocês não tem condições de trabalhar mais hoje. O dia de ontem foram até o sindicato e estão corretos, cobrar a presença do sindicato”.

Trabalhadores não cederam às pressões.
A empresa questiona os dias de paralisação, no qual o pagamento ou não destes dias serão negociados após a negociação do reajuste salarial. Bira anunciou para os trabalhadores que em caso de não se chegar a acordo nesta sexta, será deflagrada greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda (31).“A empresa quer discutir o dia [de atividades paralisadas]. Amanhã o trabalho é normal, porque estamos em estado de greve, mas se não negociar o salário segunda-feira é greve. E disse a empresa ‘só discuto estes dias pós-greve’. E volto aqui para ver com a empresa as condições destes dias”, informou aos trabalhadores o presidente do sindicato.
Toda a situação dos trabalhadores em Catu teria chegado nesta quinta ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho (MPT).




