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SAÚDE FALIDA: Unidades estão praticamente fechadas e sem atendimento a população

A história se repete em Catu. O sistema de saúde vive uma situação dramática, praticamente falido. 

Unidade Vazia. Em funcionamento normal
chega a receber centenas de pacientes diariamente
As demissões em massa dos últimos meses deixaram as unidades de saúde paralisadas e sem atendimento ao público. Não há médicos, não há marcação de consultas e nem realização de exames marcados há meses. A população esta órfã de um dos principais e essenciais serviços públicos. Inúmeras denuncias chegaram ao Expresso Catuense nos últimos dias.

Na última sexta (07), o Expresso Catuense foi até ao Ambulatório Municipal para conferir a situação. Em funcionamento normal, centenas de pessoas passam diariamente pela unidade de saúde, mas o que foi visto foi um Ambulatório deserto, com a presença apenas das recepcionistas e de um único médico efetivo, que se recusou a suspender o atendimento. Veja vídeo abaixo com flagrante de paciente sendo mandada de volta para casa sem atendimento:
* Para aumentar a qualidade do vídeo clique na 'engrenagem' da barra de ferramentas inferior da tela do vídeo e escolha a opção "480p". A qualidade dos vídeos para exibição são alteradas pelo Youtube.
Paciente volta para casa ao saber que só será consultada
em Janeiro.
Os pacientes que chegavam para fazer consultas que foram marcadas há meses recebiam a informação na recepção: “Só teremos atendimento em Janeiro”. Flagramos o exato momento em que uma paciente foi mandada de volta para casa sem atendimento. Conversamos com a Dona Iraci, que aparentava ter mais de 60 anos. Ele foi até o Ambulatório realizar uma consulta psiquiátrica que havia sido agendada para aquele dia ainda em agosto deste ano. Desolada a paciente informou que foi informada que a médica (Dr. Keila, Psiquiatra) que faria o atendimento não estava mais atendendo e que ela deveria voltar em janeiro para remarcar sua consulta.

Este é um entre inúmeros casos que vem ocorrendo no município. Tentamos conversar com a recepcionista, que com claro receio de prestar informação, se omitiu de nos responder qualquer pergunta. Apenas informou: “ Eu não tenho autorização para dar maiores informações”.

Vereador Adilson afirma que situação do ambulatório
foi premeditada.
Quem vai a unidade de saúde pensa que não há pessoas precisando de atendimento, as salas e corredores estão vazios. Segundo o vereador Adilson (PT), “O ambulatório está fechado, sem nenhum atendimento, isso desde a semana passada. Foi uma atitude premeditada porque as consultas e as marcações não foram feitas”. O médico urologista, Dr. Márcio, confirma a explicação sobre o esvaziamento das unidades de saúde, afirmando que, “Começou em novembro com a suspensão das consultas nos PSF’s


Dr. Marcio se recusou a ficar sem atender
Dr. Marcio reforça a situação das unidades de saúde, “Fui informado que este mês de dezembro não teremos atendimento no ambulatório. Mas esta é uma situação que esta por todo o município. Os PSF’s estão sem médicos, o ambulatório foi todo ele fechado, todos os médicos foram demitidos, a gente não tem médico. Os médicos lá do CAPS, o CAPS foi fechado, a gente tá sem psiquiatra”.

A informação obtida no ambulatório é que apenas dois médicos continuam atendendo: Dr. Márcio e Dr. André, ambos funcionários efetivos. Apesar de toda a dificuldade encontrada na saúde, um caso nos chamou a atenção. No mesmo período em que se busca cortar gasto o médico efetivo do município Dr. Hailton recebeu uma licença prêmio em novembro. A licença prêmio (3 meses de afastamento da atividade) é retirada pelo médico a cada 5 anos de trabalho. Contudo, Dr. Hailton conseguiu uma licença de 1 ano em novembro. A informação obtida pelo Expresso é que Dr. Hailton esta há 4 anos na folha de pagamento, recebendo até 70% de CET (gratificação) sem atender um único paciente.

Na quinta(06) o vereador Adilson (PT) encaminhou ofício a Juíza e Promotoria de Catu solicitando providências urgentes e inadiáveis a respeito do fechamento dos PSF’s, do Ambulatório do Hospital Municípal, da suspenção de cirurgias já agendadas e da iminência, confirmada e do encerramento das atividades do Centro de Atenção Psicossosial. Veja abaixo o ofício encaminhado a juíza da comarca de Catu:
Por: Magnum Seixas