SAÚDE FALIDA: Unidades estão praticamente fechadas e sem atendimento a população
A história se repete em Catu. O sistema de saúde vive uma situação dramática, praticamente falido.
Dr. Marcio reforça a situação das unidades de saúde, “Fui informado que este mês de dezembro não teremos atendimento no ambulatório. Mas esta é uma situação que esta por todo o município. Os PSF’s estão sem médicos, o ambulatório foi todo ele fechado, todos os médicos foram demitidos, a gente não tem médico. Os médicos lá do CAPS, o CAPS foi fechado, a gente tá sem psiquiatra”.
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| Unidade Vazia. Em funcionamento normal chega a receber centenas de pacientes diariamente |
As demissões em massa dos últimos meses deixaram as unidades de saúde paralisadas e sem atendimento ao público. Não há médicos, não há marcação de consultas e nem realização de exames marcados há meses. A população esta órfã de um dos principais e essenciais serviços públicos. Inúmeras denuncias chegaram ao Expresso Catuense nos últimos dias.
Na última sexta (07), o Expresso Catuense foi até ao Ambulatório Municipal para conferir a situação. Em funcionamento normal, centenas de pessoas passam diariamente pela unidade de saúde, mas o que foi visto foi um Ambulatório deserto, com a presença apenas das recepcionistas e de um único médico efetivo, que se recusou a suspender o atendimento. Veja vídeo abaixo com flagrante de paciente sendo mandada de volta para casa sem atendimento:
* Para aumentar a qualidade do vídeo clique na 'engrenagem' da barra de ferramentas inferior da tela do vídeo e escolha a opção "480p". A qualidade dos vídeos para exibição são alteradas pelo Youtube.
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| Paciente volta para casa ao saber que só será consultada em Janeiro. |
Os pacientes que chegavam para fazer consultas que foram marcadas há meses recebiam a informação na recepção: “Só teremos atendimento em Janeiro”. Flagramos o exato momento em que uma paciente foi mandada de volta para casa sem atendimento. Conversamos com a Dona Iraci, que aparentava ter mais de 60 anos. Ele foi até o Ambulatório realizar uma consulta psiquiátrica que havia sido agendada para aquele dia ainda em agosto deste ano. Desolada a paciente informou que foi informada que a médica (Dr. Keila, Psiquiatra) que faria o atendimento não estava mais atendendo e que ela deveria voltar em janeiro para remarcar sua consulta.
Este é um entre inúmeros casos que vem ocorrendo no município. Tentamos conversar com a recepcionista, que com claro receio de prestar informação, se omitiu de nos responder qualquer pergunta. Apenas informou: “ Eu não tenho autorização para dar maiores informações”.
Quem vai a unidade de saúde pensa que não há pessoas precisando de atendimento, as salas e corredores estão vazios. Segundo o vereador Adilson (PT), “O ambulatório está fechado, sem nenhum atendimento, isso desde a semana passada. Foi uma atitude premeditada porque as consultas e as marcações não foram feitas”. O médico urologista, Dr. Márcio, confirma a explicação sobre o esvaziamento das unidades de saúde, afirmando que, “Começou em novembro com a suspensão das consultas nos PSF’s”
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| Vereador Adilson afirma que situação do ambulatório foi premeditada. |
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| Dr. Marcio se recusou a ficar sem atender |
A informação obtida no ambulatório é que apenas dois médicos continuam atendendo: Dr. Márcio e Dr. André, ambos funcionários efetivos. Apesar de toda a dificuldade encontrada na saúde, um caso nos chamou a atenção. No mesmo período em que se busca cortar gasto o médico efetivo do município Dr. Hailton recebeu uma licença prêmio em novembro. A licença prêmio (3 meses de afastamento da atividade) é retirada pelo médico a cada 5 anos de trabalho. Contudo, Dr. Hailton conseguiu uma licença de 1 ano em novembro. A informação obtida pelo Expresso é que Dr. Hailton esta há 4 anos na folha de pagamento, recebendo até 70% de CET (gratificação) sem atender um único paciente.
Na quinta(06) o vereador Adilson (PT) encaminhou ofício a Juíza e Promotoria de Catu solicitando providências urgentes e inadiáveis a respeito do fechamento dos PSF’s, do Ambulatório do Hospital Municípal, da suspenção de cirurgias já agendadas e da iminência, confirmada e do encerramento das atividades do Centro de Atenção Psicossosial. Veja abaixo o ofício encaminhado a juíza da comarca de Catu:
Por: Magnum Seixas








