Fim da polêmica: Prefeitura de Catu não pode mais tomar o empréstimo de R$ 10 milhões
Na noite desta sexta (14) a Câmara de Vereadores voltou a
discutir o polêmico empréstimo de aproximadamente R$ 10 milhões que a
prefeitura de Catu insistiu em contrair junto a DESENBAHIA.
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| Câmara decidiu pela revogação do empréstimo a DESENBAHIA |
Foi colocado em
votação o projeto de lei encaminhado pela prefeita Gilcina Carvalho que tinha
como objetivo revogar a autorização dada pela Câmara em novembro de 2011 para
contração de empréstimo. Com seis votos favoráveis ao projeto, a autorização de
tomar empréstimo pela prefeitura de Catu foi cancelada.
Apenas os vereadores Seles, Paulo de Cacinho e Niraldo
votaram a favor da manutenção da autorização do empréstimo. O vereador Seles
alegou que em 2011 tinha votado contra o empréstimo por se tratar de um projeto
eleitoreiro, mas que não era contra o projeto tecnicamente.
O vereador Marcio Damasceno, Nego Bé e Nego foram taxativos
ao relembrar o que qualificaram como constrangedora a situação vivenciada e
provocada pela oposição na época, resgatando cenas que haviam ocorrido durante
a votação do projeto que autorizava o empréstimo. Entre elas citavam sobre as
moedas jogadas em plenário, assim como ressaltaram os boatos que passaram a
circular pelas ruas que cada vereador tinha recebido entre R$ 100 mil e R$ 200
mil para aprovar o projeto.
O ponto central da maior parte dos vereadores que votaram
contra a permanência da autorização do empréstimo foi que cabia aos novos vereadores
e o novo prefeito fazer a discussão sobre a necessidade do empréstimo, com o
encaminhamento de um novo projeto, assim como os mesmos fizeram durante as suas
legislaturas.
Mas as argumentações dos vereadores foram além. Para Márcio
Damasceno são equivocadas as insinuações de que revogando a autorização do empréstimo
haverá perdas de recursos aplicados na elaboração dos projetos. De acordo com o
vereador os projetos de obras e intervenções que seriam implantados com os
recursos do empréstimo com a DESENBAHIA, continuam válidos e que podem ser
utilizados pelo próximo gestor com qualquer fonte de recurso. No projeto citado
pelo vereador constam pavimentação de ruas, encostas e contenções, canais de
drenagem e esgotamento.
Para o vereador Nego não faz mais sentido permanecer o
projeto como foi apresentado diante da mudança de cenário. Chegou a
exemplificar que como a nova administração municipal possui laços com o governo
estadual e federal poderia conseguir recursos a fundo perdido para as mesmas
obras que seriam executadas com o empréstimo.
O vereador Nego Bé seguiu a mesma linha de Márcio Damasceno
e Nego. Chegou também a insinuar que o empréstimo só não saiu por questões políticas,
onde a oposição que possui laços com o governo estadual “emperrou” a liberação
do empréstimo.
Já o vereador Adilson que sempre foi contrário ao empréstimo
seguiu outra linha. Para Adilson além da questão eleitoreira, o empréstimo representaria
um comprometimento desnecessário para o município, uma vez que o custo do
empréstimo seria muito alto e sempre houve dinheiro em caixa na prefeitura
durante o período que se tentou buscar o empréstimo. Afirmou ainda que votou pela da revogação da autorização baseado em sua convicção e coerência sobre o
tema. Para Adilson, o empréstimo é a última opção que deve ser pensada pela
administração.
Por: Magnum Seixas




