Série Raio-x do emprego: Industria é responsável por 36% dos empregos em Catu
Catu sempre foi conhecida pelas suas industriais ligadas ao segmento petrolífero. Nos últimos anos a industria foi o setor que mais criou empregos no município e em 2011 foi responsável por 36% dos 8.011 empregos com carteira assinada registrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
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| A industria continua sendo o carro chefe na criação de emprego em Catu |
Atualmente, com aproximados 2.900 trabalhadores, a industria só ocupa menos pessoas que os serviços (3.027 empregos, cerca de 37,8% do total). Entre os anos 2000 e 2011 foram criados cerca de 1.850 empregos industriais, uma média de quase 170 por ano. No ano 2000 os empregos industriais correspondiam a apenas 24% das ocupações, em função, especialmente, da estagnação das atividades petrolíferas na região durante toda a década de 90.
Indústria do petróleo
Quase que a totalidade dos empregos industriais em Catu estão diretamente ligados a produção de petróleo na região. Somente as Atividades de Apoio e a Extração de Petróleo e Gás possuem 2.265 trabalhadores. Estas duas atividades ao lado da Administração Pública (municipal, estadual e federal) são responsáveis por 45% de todo o emprego formal em Catu.
Além dos empregos diretos, a indústria do petróleo move outras atividades indiretamente, sobretudo, relacionadas a Construção Civil e os Serviços.
Melhores Salários
| Salário médio na Extração de Petróleo foi superior a R$ 10 mil em 2011 |
Quando comparada a realidade de outras áreas de trabalho, os salários da industria do petróleo em Catu se destacam. Em média um trabalhador na industria em Catu ganha R$ 4.316, bem superior as das demais áreas que fica pagam salários médios de R$ 1.212. O salário inicial na industria médio é de R$ 2.870.
É na extração do petróleo e gás que se atinge os maiores níveis salariais, com média de R$ 10.605. Já nas Atividades de Apoio a Extração o salário médio de R$ 3.882 fica bem abaixo, mas consideravelmente alto quando comparado a realidade dos outros setores.
Na área de Extração de Petróleo e Gás estão as empresas que trabalham diretamente na produção. Já as Atividades de Apoio estão as chamadas empresas de prestadoras de serviços especializados (que na verdade são industrias), como Halliburton, Schlumberger, Perbras, San Antonio, Baker Huges, entre outras.
Trabalhadores mais qualificados
No ano 2000 mais da metade, 56% dos trabalhadores da industria não tinha o 2º grau. O ensino superior representava menos de 4% dos contratados. Atualmente os trabalhadores apenas 19% dos trabalhadores ainda não possuem o 2º grau completo e cerca de 11% possuem o ensino superior (completo ou incompleto).
A maior parte dos trabalhadores possuem escolaridade até o 2º grau, mas normalmente apresentam qualificações técnicas e profissionalizantes.
Entre os trabalhadores com menores níveis escolares pesam a experiência profissional na área, particularmente em função da escassez de mão de obra qualificada. São trabalhadores mais velhos e com longa carreira no setor (31,5% possuem mais de 40 anos).
Rotatividade de vaga
Com melhores oportunidades de trabalho em outras regiões produtoras de petróleo, como o Rio de Janeiro, muitos trabalhadores acabam sendo seduzidos pelas empresas de fora, que aproveita a experiência adquirida dos trabalhadores nos campos baianos.
Talvez este fato explique a alta rotatividade dos contratados. Dos 2.885 postos de trabalha da indústria em Catu, mais de 80% foram contratados a menos de cinco anos. Só em 2011 foram admitidos 850 pessoas para a indústria.
Trabalho para homem?
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| O caso de Jéssica e Ana Paula da Perbrás , pioneiras em sondas abre a perspectiva de avanço das mulheres no setor. |
Os empregos industriais em Catu são majoritariamente ocupados por homens (91,2%). Mas a situação tem melhorado mesmo que levemente para as mulheres, que aos poucos passam a ter espaço no setor de melhores salários do município. Em 2000 elas eram apenas 60, em 2011 já somavam pouco mais de 230.
A diferença salarial entre homens e mulheres na industria permanece nos últimos anos. Em média o homem ganha 7 salários mínimos, enquanto a mulher 3,5 salários mínimos (em 2000 era muito parecida a diferença).
Por: Magnum Seixas





