A Rainha que não reina
Ouvi em uma roda de candocas que Catu parecia um reinado. Diante da comparação, interrogações despontaram em meu rosto na forma de rugas na testa.Uma das senhorinhas, vendo o meu tormento, decidiu explicar porque Catu ainda se parece com o império. Segundo ela, Catu tem uma rainha daquelas de filmes: mandona, ausente e que não aceita críticas. E tem até mesmo um príncipe.
Parece que no I Reinado todos viam a Rainha como a salvação da pátria. Mas logo se demonstrou despreparada para ocupar o trono.
Como nos reinados, cercou-se de conselheiros e apenas assinava embaixo dos seus mandos e desmandos. Resultado, o reino começou a desmoronar.
Para a formação do II Reinado, a Rainha contou com o apoio de um figurão da corte: o Padim. Aquele que consegue apoio doando cadeiras de rodas, dentaduras e diabo a quatro aos esperançosos por uma vida melhor.
Porém, o Padim foi rezar em outra paróquia. Ele não teve forças para enfrentar e derrotar os conselheiros da Rainha. Ouvi dizer que o Padim continua por ai fazendo suas ações lindas de doação de dentaduras e cadeiras de rodas. Nos seus planos está um retorno triunfal em breve. Mas o povo do reino não é bobo.
A Rainha encontra-se perdida em seu próprio ego. Entregou o seu reino nas mãos dos conselheiros que mal sabem administrar suas casas. Fechou escolas, sujou a cidade, desfez sonhos, abalou a confiança de um povo que um dia a venerou.
A Rainha pode até ser uma pessoa do bem. Porém, ela não tem a mínima competência para assumir um reino e governar um povo. Aliás, a Rainha em questão nunca reinou.
Essas candocas... Como falam... Daqui a pouco a Rainha vai querer cortar suas línguas. Ainda bem que isso tudo é ficção. Porém, coincidências existem.
Por: Romisson Silva




